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27Jun

Aeroporto tem extensão total da pista liberada


por: Tribuna de Minas

Após três anos de operações sem utilizar a pista em sua totalidade, o Aeroporto Presidente Itamar Franco conseguiu, nos últimos dias, a homologação do retorno da faixa de decolagem à dimensão original: 2.530 metros. Com a segunda maior pista mineira, o terminal estaria apto a receber aeronaves de maior porte, utilizadas pelas principais companhias aéreas, inclusive para transporte de cargas. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop). Procurada desde segunda-feira (23), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela homologação, não se posicionou até o fechamento desta edição.

Apesar de o ex-governador Antônio Anastasia (PSDB) ter anunciado em março de 2013 a conclusão dos trabalhos de remoção do morro localizado na cabeceira Sul do aeródromo - que chegou a restringir em quase 30% o uso total da faixa - a homologação só aconteceu na semana passada. Embora a limitação não tenha impedido a operação no terminal, a expectativa, agora, é que seja possível ampliá-la, iniciando a atividade cargueira, em paralelo ao transportes de passageiros, retomado em março. "Agora, a empresa Multiterminais Alfandegados trabalha na realização dos últimos ajustes para início da operação (cargueira), que está prevista para o próximo mês", afirmou a Setop. Procurada, a Multiterminais preferiu não comentar o assunto.

Desde junho do ano passado, o Terminal de Carga (Teca) está alfandegado, ou seja, apto a realizar o processamento (recebimento e expedição) de cargas internacionais, sob responsabilidade da operadora. Informações de bastidores dão conta de que, na semana passada, um avião cargueiro que estava de passagem do Nordeste para o Rio de Janeiro teria pousado no Itamar Franco, em função do movimento da Copa do Mundo na capital fluminense.

No site da Multiterminais, o Itamar Franco é definido como um centro logístico aeroportuário, com dimensão de pista e piso asfáltico passíveis de receber grandes aeronaves cargueiras. Ele seria o décimo do país em termos de infraestrutura e teria por objetivo atender as microrregiões exportadoras e importadoras da Zona da Mata, como Juiz de Fora, Barbacena, Ubá, Muriaé, São João del-Rei e Viçosa, além de disponibilizar o tráfego de passageiros. "Com inovação, a Multiterminais pretende consolidar um aeroporto centralizador e distribuidor de todo tipo de carga aérea internacional e nacional, por meio do terminal de cargas alfandegadas, com a missão de ser o mais eficiente e com baixos custos", diz o texto publicado no site.

 

Transporte de passageiros

Após a retomada das atividades da Azul Linhas Aéreas no Itamar Franco, em 20 de março, a taxa de ocupação nos voos gira em torno de 80%. De acordo com a companhia, são transportados cerca de quatro mil clientes por mês. Sobre a possibilidade de aumentar a oferta no aeródromo, a Azul afirma que não há previsão neste sentido. "Mas isso pode mudar conforme a demanda", ponderou a assessoria.

Antes da transferência dos voos do Aeroporto Francisco Álvares de Assis, o Serrinha, para o Itamar Franco, a companhia aérea fez o movimento inverso. Com isso, o aeroporto localizado entre Goianá e Rio Novo ficou mais de nove meses sem operações comerciais. Agora é o Serrinha que não oferece voos comerciais, desde abril. Sobre o terminal juiz-forano, o posicionamento da Azul é que, "neste momento, a companhia não tem intenção de retomar os voos". Do Itamar Franco os passageiros contam com voos para Confins, em Belo Horizonte, e Viracopos, em Campinas.

 

Governo não tem data para licitação

O processo de licitação para exploração do Itamar Franco por meio de Parceria Público Privada (PPP) está sendo preparado, mas não há data definida para lançamento do edital da concorrência. Conforme a Setop, após a realização de consulta pública da minuta, os dados estão sendo consolidados para definição do modelo de concessão. O estudo, conforme a assessoria do órgão, é detalhado e complexo. Entre as propostas do Governo estão prazo de concessão de 25 anos, prorrogável por mais cinco anos. O valor estimado da licitação seria de, pelo menos, R$ 188,9 milhões. A proposta de PPP prevê o desenvolvimento do transporte de passageiros e de cargas, garantindo flexibilidade à concessionária no desenvolvimento de negócios dentro do aeroporto. A meta é transformar o aeroporto em um hub logístico, capaz de receber, armazenar e distribuir cargas nacionais e internacionais.

Durante visita a Juiz de Fora no início do mês, o governador Alberto Pinto Coelho (PP) destacou a importância e a vocação cargueira do aeródromo, a obra de acesso em curso e a expectativa de sua conclusão até o final do ano.


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