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19Dez

Chuvas de verão podem ficar abaixo da média do período


por: Assessoria

O verão terá início com o solstício de verão do hemisfério Sul no próximo dia 21, às 21h03 (horário de verão de Brasília). A estação do ano cuja principal característica é o calor e dias mais longos deverá ser marcada por eventos de chuvas de maior intensidade, principalmente em janeiro.

Apesar de algumas das variáveis meteorológicas indicarem atualmente a existência de um padrão atmosférico característico da ocorrência do evento El Niño (que modifica o regime térmico e pluviométrico principalmente nas regiões Nordeste e Sul do Brasil), esse fenômeno ainda não ocorreu em 2014 e os modelos climáticos sinalizam cada vez mais a permanência das atuais condições "neutras" para toda a próxima estação do verão austral (hemisfério Sul).

A partir das condições atmosféricas reinantes nos últimos dias é esperado que na próxima estação - o verão - as temperaturas em todo o Brasil, com exceção do Rio Grande do Sul e da região Oeste de Santa Catarina e do Paraná, fiquem acima da média histórica da estação, principalmente nos meses de fevereiro e março.

Com relação às chuvas, deverão ocorrer no verão de maneira mais concentrada, em eventos na forma de pancadas previstos para janeiro - característica típica da estação -, e de modo mais regular e abrangente em fevereiro e março.

Em janeiro há probabilidade de que o volume de chuvas fique abaixo da média para a região do sertão nordestino, Bahia, Minas, São Paulo, Rio e Espírito Santo. Em fevereiro aumenta a probabilidade de que as chuvas fiquem abaixo da média no período nessas mesmas regiões.

Em março há probabilidade de que o volume de chuvas fique acima da média nas regiões citadas anteriormente, a exceção do sertão nordestino e de São Paulo onde o volume de chuvas deverá continuar abaixo da média, assim como também toda a região Sul que nesse mês também deverá apresentar volume de chuvas abaixo da média do período.

A cafeicultura

Devido ao atraso do início da atual estação chuvosa e a ocorrência de eventos de chuvas de forma irregular e localizada, os volumes precipitados ainda não foram suficientes para a recuperação total dos níveis de umidade do solo nas regiões produtoras de café.

Diante da realidade climática, para a cafeicultura mineira o cenário não é muito diferente do que ocorreu no ano passado, quando as condições climáticas corroboraram para o baixo crescimento vegetativo das plantas. Desse modo, a baixa expectativa de chuvas para o próximo verão poderá agravar a atual situação e comprometer a próxima safra, uma vez que em janeiro e fevereiro o café deverá estar na fase de enchimento de grãos.

A ocorrência de chuvas isoladas no início da estação e a redução do volume total das chuvas esperadas para o verão poderá dificultar a execução dos tratos culturais, principalmente as adubações. Novos plantios também poderão ser comprometidos devido à baixa umidade do solo.

Desse modo, os produtores podem aproveitar as chuvas que têm ocorrido nos últimos dias para realizarem os tratos culturais, pois há a possibilidade de que o volume de chuvas seja reduzido na próxima estação, assemelhando-se ao que ocorreu no início de 2014, quando os meses de janeiro e fevereiro foram mais secos e as adubações e plantios foram maiores no mês de março. Ocorrendo a redução no volume de chuvas na próxima estação, a safra 2014/2015 poderá ser comprometida com reflexo também na safra 2015/2016.

A análise e o prognóstico climático aqui apresentados foram elaborados com base na estatística e no histórico da ocorrência de fenômenos climáticos globais, principalmente daqueles atuantes na América do Sul. Foram consideradas ainda as informações disponibilizadas livremente pelo NOAA; Instituto Internacional de Pesquisas sobre Clima e Sociedade - IRI; Met Office Hadley Centre; Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo - ECMWF; Boletim Climático da Amazônia elaborado pela Divisão de Meteorologia (DIVMET) do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e com base nos dados climáticos disponibilizados pelo INMET/INPE. Pelo fato do prognóstico climático fazer referência a fenômenos da natureza que apresentam características caóticas e são passíveis de mudanças, a EPAMIG e a Embrapa não se responsabilizam por qualquer dano e/ou, prejuízo que o usuário possa sofrer ou vir a causar a terceiros pelo uso indevido das informações contidas na presente matéria. Sendo de total responsabilidade do usuário o uso das informações aqui disponibilizadas.

 

1Pesquisador da Embrapa/EPAMIG na área de Agrometeorologia e Climatologia. williams.ferreira@embrapa.br (ou) williams.ferreira@epamig.br

2Pesquisador da EPAMIG na área de Fitotecnia, atua em pesquisas com a cultura do café. mribeiro@epamig.br

 


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