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28Nov

Demanda por voos da Azul cresce 20% no Serrinha


por: Tribuna de Minas

A demanda de passageiros da Zona da Mata por voos da Azul Linhas Aéreas Brasileiras cresceu 20% nos últimos cinco meses, quando a companhia transferiu as linhas que operava no Aeroporto Presidente Itamar Franco, entre Goianá e Rio Novo, para o Aeroporto Francisco Álvares de Assis (Serrinha), em Juiz de Fora. Diante do aumento, a empresa estuda a possibilidade de criar mais um voo com destino a Viracopos, em Campinas (SP). As informações foram divulgadas nessa quarta-feira (27) por executivos da Azul durante coletiva realizada em Barueri (SP).
O aumento da demanda se deu mesmo com a redução do número de voos que eram oferecidos nos dois terminais. Antes da transferência das atividades para o aeroporto juiz-forano, em 4 de junho desse ano, a empresa operava linhas para Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Guarulhos (SP). Os três últimos foram cortados, sendo o voo para a capital mineira retomado apenas em novembro.
A possibilidade de retorno das outras linhas foi descartada."Percebemos que a maior parte dos passageiros que embarca em Juiz de Fora tem como destino cidades de outros estados. Por isso, optamos por ofertar linhas para os aeroportos de Viracopos e Confins, em Belo Horizonte, que são hoje os nossos dois principais pontos de operação, que oferecem maior número de destinos", explica o diretor de planejamento da empresa, Marcelo Bento. Segundo ele, não há necessidade de mais um voo com destino ao estado de São Paulo, como é o caso da linha para Guarulhos. Já no caso da capital carioca, o maior entrave é a concorrência com as rodovias. Para Bento, os resultados das ações da Azul na região mostram que as escolhas foram acertadas. Hoje a taxa média de ocupação dos voos para Viracopos é de 80%. "A linha para Confins ainda está em fase inicial, mas acreditamos que colheremos números semelhantes."
Durante o encontro, a companhia reforçou que a saída do aeroporto Itamar Franco foi exclusivamente comercial. "Seria inviável continuar operando em dois aeroportos tão próximos. Embora a Zona da Mata esteja vivendo um processo de desenvolvimento significativo, não há demanda para isso", declarou Bento. Ele relata que a decisão foi tomada depois de muitas reuniões internas. "A nossa equipe de operações, por exemplo, prefere a infraestrutura de Goianá, mas tivemos que avaliar comercialmente."
De acordo com o executivo, a Azul detectou que os juiz-foranos são o principal público da empresa na região e, sendo assim, o Serrinha é a melhor alternativa. "A região não comporta dois aeroportos com voos comerciais. É um caso semelhante ao que acontece com as cidades de Criciúma e Tubarão, em Santa Catarina. A primeira é polo da região e possui um terminal menor, com menos infraestrutura, em relação a outra. No entanto é o destino para as companhias aéreas, pois concentra o contingente de passageiros", compara.
Desafios
Para a Azul, o principal desafio com relação à concentração das atividades no Serrinha é com relação aos problemas meteorológicos. Por vezes, as aeronaves precisam ser deslocadas para o aeroporto Itamar Franco por não conseguirem condições de pouso. "Isso aconteceu algumas vezes, mas não tem sido tão recorrente. Sabemos que a situação pode piorar no inverno, entre os meses de maio e julho", analisa Bento. Mesmo assim, um possível retorno das atividades no Itamar Franco não é cogitado. "Nós só voltaríamos se houvesse uma decisão dos administradores de encerrar os voos comerciais no Serrinha", declarou.
Em Minas
Minas Gerais é um dos principais mercados da Azul. A empresa tem planos de aumentar a atuação no estado com a realização de um voo entre os aeroportos de Governador Valadares e Confins e a manutenção da linha de alta temporada entre Belo Horizonte- Curitiba- Florianópolis como voo regular. Destinos internacionais também fazem parte dos planos da empresa. "Pensamos em operar voos para o exterior, mas entendemos que antes há muito mercado no Brasil para se ganhar", afirmou Bento.


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