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16Jan

Fiemg investe R$ 10 milhões em qualificação profissional


por: Jornal Tribuna de Minas

De olho na falta de profissionais qualificados para atuar na indústria juiz-forana, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) pretende investir cerca de R$ 10 milhões em formação e qualificação de mão de obra em duas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) na cidade. Deste total, R$ 6 milhões serão direcionados a reforma e ampliação do Centro de Formação Profissional José Fagundes Netto, localizado na Avenida Rio Branco, ao lado do Mergulhão, cuja meta é criar 40 novas turmas e aumentar de mil para 1.400 o número de atendimentos por semestre.

Os R$ 4 milhões restantes serão direcionados para o Centro Integrado de Desenvolvimento do Trabalhador (CIDT) Luiz Adelar Scheuer, localizado na BR-040, na Barreira do Triunfo. O projeto é criar o mais avançado centro de tecnologia embarcada da América Latina, com a adaptação da unidade para o treinamento em produção de caminhões, no rastro da conversão da planta local da Mercedes-Benz. Neste caso, a meta é formar, pelo menos, quatro mil profissionais e colocar à disposição da montadora até 2014.

"Vamos treinar um profissional de altíssimo nível", anuncia o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina. Sobre o projeto no CIDT, Campolina afirma que está prevista para fevereiro reunião com representantes da montadora, para aprovar o projeto executivo. A partir daí, a iniciativa será encaminhada à Prefeitura para aprovação. A Mercedes, segundo ele, investirá em equipamentos. As obras estão previstas para 2013. Segundo Campolina, os trabalhadores que não forem absorvidos pela Mercedes estarão capacitados para atuar e multiplicar o conhecimento em concessionárias no país e no exterior. A unidade local da montadora iniciou a produção de caminhões em 2012, mas deve estar em plena atividade em 2014, ano em que espera-se nacionalização de 60% da produção. A Mercedes-Benz foi procurada, mas não se posicionou sobre o assunto.

Conforme o diretor da unidade, Ricardo Aloysio e Silva, foram oferecidos 2.300 treinamentos na área de moldagem de veículos no ano passado, sendo 350 para o setor de caminhões. Ricardo explica que o centro de tecnologia embarcada consiste na oferta de recursos e equipamentos eletrônicos necessários para o funcionamento de caminhões. O investimento, segundo ele, é uma resposta à necessidade da indústria, que carece de mão de obra qualificada. O diretor destaca, ainda, o bom momento do setor, com a conversão da planta da Mercedes-Benz e a chegada de empresas, como Codeme e Brafer, à Juiz de Fora.

 Senai quer formar cerca de seis mil alunos este ano

No Centro de Formação Profissional José Fagundes Netto, a ampliação da unidade está em fase de aprovação na Prefeitura, explica Campolina. A partir daí, será aberta licitação para concretização do projeto. A expectativa do presidente regional é que as obras tenham início ainda este ano. Além da melhoria das instalações atuais, com a criação de novas salas de aula, haverá investimento em equipamentos da ordem de R$ 300 mil. Segundo o presidente regional, serão abertas novas turmas em cursos de aprendizagem industrial, qualificação profissional e técnico já existentes. "Com o projeto de ampliação, vamos dobrar a escola."

O gerente da unidade, José Cláudio de Andrade Biscotto, avalia que o projeto de ampliação é necessário para adequar as instalações à demanda. "A procura vem crescendo de acordo com o desempenho da indústria." Segundo Biscotto, há dez anos, a unidade mantinha 400 alunos por ano. Hoje atende cerca de mil por semestre. O gerente explica que as áreas mais concorridas são as de metalmecânica e eletroeletrônica, embora os cursos sejam voltados a todos os setores produtivos industriais,como construção civil, gráfica, metalurgia e panificação.

Nas duas unidades, afirma Campolina, as atividades não serão comprometidas durante a realização das obras. "As escolas são dinâmicas, não vão parar." Nas três unidades do Senai em Juiz de Fora, incluindo a Faculdade Senai de Tecnologia, a meta é formar 5.900 alunos este ano.

Lacuna

"Temos uma deficiência de mão de obra na cidade, falta gente qualificada para trabalhar", atesta Campolina. Com o início das operações de novas empresas e a atração de outras, não há profissionais capacitados em número suficiente para a demanda. A falta é sentida em todos os setores organizados da indústria, avalia. Para o presidente regional, a indústria juiz-forana está crescendo. Prova disso, afirma, é a alta de 10% na arrecadação em 2012 ante o ano passado. Campolina também destaca o avanço em empregabilidade. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a indústria de transformação ficou em quarto lugar em criação de empregos formais em 2012, com 367 postos. Os dados referem-se ao acumulado até novembro, o mais recente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


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