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27Set

MG tem melhor índice de doadores de órgãos


por: Jornal Tribuna de Minas

No Dia Nacional do Doador de Órgãos, celebrado nesta quinta-feira (27), Minas Gerais tem bons resultados para comemorar. No Brasil, o estado é o que tem o melhor índice de autorização das famílias para a doação de órgãos, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). No país, 63% das famílias de potenciais doadores entrevistadas no primeiro semestre deste ano negaram a doação. Em Minas, o índice cai para 26%. Apesar do bom resultado, a falta de conhecimento sobre a vontade do parente ainda é a principal barreira para a doação de órgãos e tecidos. "Vencer essa barreira só depende de um gesto simples. Por isso, queremos estimular que as famílias conversem e ajudem a salvar milhares de pessoas que hoje esperam por uma doação", disse o presidente da ABTO, médico José Medina Pestana.

Para ser um doador de órgãos hoje, basta manifestar esse desejo aos familiares, sem necessidade de um registro formal na carteira de identidade ou na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A doação de órgãos e sua destinação para transplantes é coordenada em Minas pelo MG Transplantes, responsável pela captação e distribuição de órgãos em todo o estado, por meio da Central Nacional de Captação de Doação de Órgãos. Em Juiz de Fora, na maior parte dos hospitais, há uma comissão intra-hospitalar em comunicação direta com a unidade da Central de Notificação, Captação e Doação de Órgãos e Tecidos da Zona da Mata, que está situada na cidade, e que trabalha 24 horas. "Quando há um doador potencial, a comissão aborda a família para verificar a possibilidade de doação. Todos os dias, fazemos essa busca nas UTIs dos hospitais parceiros", afirmou o coordenador da central regional do MG Transplantes, Frederic Whitaker.

Possíveis doaçõesPodem ser doados os seguintes órgãos: córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas e ossos. Mas o MG Transplantes ainda não faz a captação de ossos. Há dois tipos de doadores: o doador cadáver e o doador vivo. Este último está associado a qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, sem comprometimento de sua saúde e aptidões vitais. Por lei, podem ser cônjuges e parentes até o quarto grau. Neste caso, podem ser doados um dos rins, a medula óssea, parte do fígado, parte do pulmão e parte do pâncreas. Nos casos de diagnóstico de morte encefálica (parada total e irreversível do cérebro, atestado por diversos exames) e quando o coração ainda está em atividade, podem ser retirados todos os órgãos passíveis de doação. Com o coração parado, é possível doar apenas as córneas, que podem ser extraídas num prazo de até seis horas. "Abordar a família, num momento traumático, de perda de um parente, é sempre difícil. Quando já há esse conhecimento sobre o desejo do parente de doar os órgãos, a condução desse processo é mais tranquila", afirma Frederic.

 

Segundo o MG Transplantes, neste ano, foram feitas 1.079 doações de córneas, 406 de rins, 20 de rim/pâncreas, duas de pâncreas, 82 de fígado e 24 de coração.


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