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12Abr

Prefeituras querem ação conjunta para aeroportos


por: Tribuna de Minas

 

Pegos de surpresa pela notícia de que a Azul Linhas Aéreas Brasileiras deseja transferir os voos feitos no aeroporto Presidente Itamar Franco (Zona da Mata), entre Rio Novo e Goianá, para o terminal Francisco Álvares de Assis (Serrinha), em Juiz de Fora, prefeitos da região querem ações conjuntas para impedir que a decisão cause grandes transtornos para a população e retrocesso no desenvolvimento econômico.

Na quarta-feira, a companhia aérea divulgou nota oficial confirmando que solicitou a transferência dos voos à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O pedido está sendo analisado e, se aprovado, pode entrar em vigor no dia 15 de maio. Com a mudança, os voos de Juiz de Fora para os aeroportos da Pampulha, em Belo Horizonte, e o Internacional de Guarulhos (SP) serão suspensos. A cidade passará a ter apenas a conexão com o terminal de Viracopos, em Campinas (SP), conforme detalhou a Azul.

Tanto a possibilidade de redução das conexões via Juiz de Fora quanto a situação do aeroporto Presidente Itamar Franco preocupam as autoridades. Hoje, a Azul é a única empresa que opera no local, e sua saída significaria, em princípio, o fim dos voos comerciais. A situação contraria todas as expectativas dos agentes econômicos, que apontavam o terminal como elo entre a Zona da Mata e as capitais do Sudeste, aspecto considerado fundamental para o desenvolvimento da região.

Há três semanas, o governador Antonio Anastasia esteve no terminal e assinou a ordem de serviço para início da construção do novo acesso ao local. O trecho de 13,8 quilômetros, ligando a BR-040, próximo à Barreira do Triunfo, na Zona Norte de Juiz de Fora, ao entroncamento com a MG-353, na localidade de João Ferreira, em Coronel Pacheco, tem orçamento de R$ 51 milhões. Anastasia comunicou, também, o fim das obras de retirada do morro localizado na cabeceira sul da pista. Com a eliminação do obstáculo natural, aeronaves de maior porte, exigidas no transporte de cargas, poderão voar pelo aeroporto.

Para a prefeita de Goianá, Maria Helena Zaidem Laline, as intenções da Azul significam perda para toda a região. "Temos que lutar juntos para que isso não aconteça", afirmou. "O nosso objetivo não é perder empresas, pelo contrário, temos que atrair novas. Nosso aeroporto tem condições para isso, e a economia da região depende dele", destacou. Como solução, a prefeita de Rio Novo, Virgínia Ferraz, propõe conversa do poder público da região com a Azul. "Os usuários do Serrinha sofrerão com a redução de conexões, e nós perderemos os voos comerciais. Ninguém sai ganhando", opina. "Gostaria de entender os motivos desta decisão. Nosso aeroporto tem um fluxo crescente de passageiros e está se preparando para a internacionalização. Esta situação contraria todas as expectativas de oportunidades de negócio."

O prefeito de Ubá, Vadinho Baião, teme que os usuários do Itamar Franco deixem de andar de avião por insegurança. "Sabemos que o Serrinha tem muitos problemas de cancelamento de voos por fatores meteorológicos. Me preocupa a ideia de retrocedermos àquele tempo em que as pessoas tinham que fazer parte do trajeto de carro porque não havia teto para pouso." Baião destaca que a decisão da Azul implicará em prejuízos para o município, polo moveleiro da região. "Muitos empresários viajam com frequência para Belo Horizonte. A suspensão deste voo seria muito prejudicial para nossa economia."

O prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, garantiu que já está buscando apoio."Fiz contato com o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), Carlos Melles, para combinar uma estratégia conjunta entre a PJF e o Governo do estado e impedir que a mudança aconteça da forma como a empresa propõe." O objetivo, segundo ele, é demonstrar à Anac que a alteração prejudicaria a região. "Os interesses em jogo são maiores do que simplesmente uma alteração operacional."

Indignação

A decisão da Azul também surpreendeu usuários dos aeroportos, que demonstraram indignação com o fato. Para o roteirista Carlos Mello, 54 anos, se a Anac aprovar a transferência dos voos, os passageiros conviverão novamente com a insegurança de terem os voos cancelados. "Sabemos que voando pelo Serrinha sofremos com essa possibilidade." Ele se diz chateado, também, com o cancelamento da conexão Guarulhos-Juiz de Fora. "Já sofremos com a perda dos voos para o Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Agora teremos outra suspensão que irá prejudicar muitos usuários." O executivo Sérgio Carrato concorda. "Foi uma das piores notícias que tivemos nos últimos tempos. Restringir os voos de Juiz de Fora é uma involução. Todos nós perdemos em negócio, turismo, desenvolvimento econômico", avalia ele, que é gerente geral de regulação e relações institucionais da MRS Logística. "Fazemos voos diários para Belo Horizonte e São Paulo. A suspensão dos voos será prejuízo para a empresa."

 


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