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02Mai

Presidente da ADJFR pede “juízo” às autoridades locais com relação ao Aeroporto


por: Gisele Simões

O recente anúncio da Azul Linhas Aéreas sobre a intenção de deixar de operar no Aeroporto Regional da Zona da Mata pegou a todos de surpresa e provocou indignação geral na população juiz-forana e da região. Preocupado com a repercussão negativa que a medida pode causar para a retomada do crescimento da Zona da Mata, o Presidente da ADJFR, Jorge Montessi, pede "juízo" às autoridades locais, a fim de evitar a suspensão dos voos.
Montessi ressalta que o Aeroporto é estratégico para a região, ainda mais com o anúncio da finalização da retirada do morro da cabeceira da pista e a duplicação da estrada de acesso, anunciadas poucos dias antes do anúncio da decisão da Azul pelo Governo de Minas Gerais Antônio Anastasia, o que permitiria que o Aeroporto recebesse voos de carga e até a internacionalização do mesmo. "Ele está localizado numa posição estratégica, entre Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte e todos os investimentos que foram feitos na área desde o início não podem ser perdidos desta forma", afirma Montessi.
A Multiterminais Alfandegados do Brasil, responsável pela administração do Aeroporto Presidente Itamar Franco, também foi pega de surpresa, pois havia anunciado a intenção de triplicar os investimentos no sítio aeroportuário até 2015. Desde a inauguração do local, em agosto de 2011, a empresa já investiu R$ 39 milhões no Aeroporto.
Segundo o administrador do Aeroporto Regional, Denilson Duarte, o aeroporto possui área de aproximadamente cinco milhões de metros quadrados, mas apenas 170 mil metros quadrados são utilizados no terminal. "Faz parte do plano diretor a implantação de hangares para manutenção e estacionamento de aeronaves. Já iniciamos este tipo de serviço", afirma.
Segundo Duarte, desde a inauguração, foram realizados 2.117 voos regulares, executados pela Azul/Trip, e 546 voos executivos. Estes últimos representam 25% dos voos comerciais.
Inicialmente, a expectativa da Multiterminais era efetuar três voos internacionais diários para o transporte de cargas a partir de dezembro do ano passado. Segundo Denílson Duarte, ainda faltam autorizações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a mudança na utilização da pista. "Já enviamos a documentação para os órgãos responsáveis. Eles têm que verificar as modificações e dar a aprovação final." Com relação à internacionalização do aeroporto, Duarte diz que ainda falta aprovação da Receita Federal. "São pequenos detalhes. Neste caso, também estamos esperançosos de que no meio do ano, já estejamos recebendo cargas internacionais."
Recentemente, a deputada federal Margarida Salomão se reuniu com a superintendente de Assuntos Econômicos da Anac, Danielle Pinho, para pedir que o órgão não aprove solicitação da Azul de transferir voos do Aeroporto Itamar Franco para o Serrinha. Segundo a assessoria da deputada, a superintendente "comprometeu-se a estudar" a situação, mas não firmou o compromisso.
Entretanto, nem tudo está perdido. Enquanto a Azul está pronta para deixar de operar no Aeroporto Regional no próximo dia 15, a Pop Linhas Aéreas tem interesse em operar voos no local.
A informação foi confirmada pelo proprietário da companhia Paulo Almada. Sem dar detalhes sobre as operações, ele disse que estas "dependem das condições do terminal." Almada não informou se as negociações com a Multiterminais para instalação no aeroporto foram iniciadas.
Segundo informações extra-oficiais, entre os projetos da companhia aérea estariam a ligação das cidades do interior de Minas Gerais ao terminal da Pampulha, em Belo Horizonte, e conexões do aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, com Guarulhos, Natal e Porto Seguro, a partir de julho. Criada no final de 2012, a Pop aguarda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para iniciar os voos comerciais.
O anúncio do Governo Federal, no último dia 29, de que a presidente Dilma Rousseff reafirmou que o Governo vai subsidiar passagens aéreas em voos regionais para que os preços se tornem competitivos é mais um fio de esperança na continuidade do funcionamento do Aeroporto Regional. A medida faz parte do pacote para aviação regional, lançado em dezembro do ano passado. Os terminais com movimentação anual inferior a um milhão de passageiros terão isenção de tarifas aeroportuárias e aeronáuticas.


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