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12Set

Volume de crédito subiu mais de 500% em dez anos


por: www.g1.globo.com

O volume total de crédito do sistema financeiro subiu 516,4% em dez anos, até junho deste ano, e alcançou R$ 2,167 trilhões, segundo estudo da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Há dez anos, em junho de 2002, o volume de crédito disponível era de R$ 351 bilhões.

O volume de junho deste ano representa 50,6% do PIB contra 27,2% em junho de 2002, um crescimento de 23,4 pontos percentuais.

Segundo o autor do estudo e vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, as condições de crédito melhoraram bastante nos dez anos analisados. "Houve expansão do volume emprestado, redução das taxas de juros, redução dos spreads bancários, aumento dos prazos médios de financiamento e pequena elevação da inadimplência mesmo com todo este crescimento no crédito, sendo que para pessoa física a inadimplência apresentou redução no período", disse no estudo.

O volume de recursos livres, que as instituições financeiras emprestam para quem quiserem, cresceu 446,3% no mesmo período de dez anos, alcançando R$ 1,144 trilhão em junho deste ano. Os recursos destinados a pessoas físicas cresceram 613%, para R$ 545,9 bilhões, e os destinados a empresas aumentaram 350% em dez anos, R$ 598,7 bilhões.

Mesmo com o crescimento, Ribeiro diz que o volume total do crédito do país ainda é baixo quando comparado às principais economias. Segundo ele, "o número atinge mais de 100% do PIB destas economias o que demonstra que temos ainda um ambiente favorável à expansão de crédito".

Juros
Nos dez anos, as taxas de juros das operações de crédito caíram mais para as pessoas físicas que para as empresas, segundo o estudo. A média das taxas caiu 15,9 pontos percentuais no período, de 47% para 31,1% ao ano.

As pessoas físicas tiveram uma redução de 33,9 pontos percentuais no período, de 70,4% ao ano em junho de 2002 para 36,5% ao ano em junho deste ano. Para as pessoas jurídicas a queda foi de 5,9 pontos percentuais, de 29,7% para 23,8% anuais.

Inadimplência
A inadimplência, que considera tudo o que está vencido há mais de 90 dias, tem tendência de queda e deve cair para níveis abaixo dos vistos há dez anos, de acordo com o estudo. A taxa da pessoa física caiu 0,5 ponto percentual nestes dez anos analisados, foi de 8,3% para 7,8% do total da carteira.

A taxa geral de inadimplência e a das empresas subiram 1,1 ponto percentual no período. A das pessoas jurídicas foi de 2,9% para 4% do total da carteira e a geral foi de 4,7% para 5,8% do total de empréstimo.

Prazo
O prazo médio dos financiamentos tiveram crescimento superior a 100% no período. Para as empresas, o período médio subiu 221 dias, ou 119,5%, em dez anos e alcançou 406 dias. Para as pessoas físicas, o prazo médio atingiu 610 dias em junho deste ano, uma elevação de 295 dias, que correspondente a uma elevação de 93,7% no período.

Spread
O spread, que é a diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas de juros cobradas dos clientes, caíram 18,1 pontos percentuais em dez anos para a pessoa física. Mesmo com a queda, segundo Ribeiro, o spread ainda está em nível elevado e tem espaço para cair.

Na pessoa física o spread atingiu 28,5% em junho deste ano. Na pessoa jurídica, o spread subiu 3,9 pontos percentuais no período e alcançou 15,9% ao ano em junho.


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