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09Abr

Impacto emocional da pandemia


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Impacto emocional da pandemia

A pandemia do novo coronavírus SARS-CoV-2, que origina a doença batizada de COVID-19 (Corona Virus Disease - 19) é a maior emergência de saúde pública que a comunidade internacional enfrenta em todos os tempos.


Preocupações quanto à ameaça à saúde física - doença, internação, sofrimento e eventualmente a morte, ou a incapacidade permanente, gera ou exacerba o medo: sofrimento psicológico que pode ser sentido tanto pela população geral, como pelos profissionais da saúde envolvidos - médicos, enfermeiros, bioquímicos, auxiliares de enfermagem, de limpeza, toda a extensa cadeia de profissionais da saúde necessária ao atendimento do paciente, estressados pela sobrecarga, pela fadiga, pelo risco aumentado de serem infectados, de adoecerem e de morrerem, bem como pela exposição a mortes em larga escala. Frustração por não conseguirem salvar vidas, apesar dos esforços.


Os desafios enfrentados pelos pacientes e pelos profissionais da saúde podem ser um gatilho para o desencadeamento ou a intensificação de sintomas de ansiedade, depressão e medo.


O medo e a insegurança, que exercem normalmente as funções de proteção e de preservação da vida, apresentam-se persistentes e exacerbados, podendo suplantar nossas defesas psíquicas, convertendo-se em sintomas, mesmo após passado o perigo. Por afetarem negativamente o sistema imunológico e alterarem a bioquímica cerebral e periférica, acumularão mais sintomas patológicos emocionais e clínicos.


O medo crônico e intenso transforma o perigo em desespero, aumenta os níveis de ansiedade e de estresse, mesmo em pessoas saudáveis, e agrava os sintomas daquelas com transtornos emocionais e físicos pré-existentes.


Coletivamente ficamos mais tensos, pelos receios de perder os familiares, de não ter dinheiro para sobreviver, não ter quem cuide, e muitos outros. Esses temores podem evoluir para quadros de depressão-ansiosa, transtorno de pânico, transtorno do estresse pós-traumático, chegando, mais raramente, a sintomas psicóticos, e ao suicídio.
O tratamento emocional é fundamental e baseia-se na forma de apresentação dos sintomas. O atendimento psiquiátrico aliando a psicoterapia, à farmacoterapia, atividades físicas, produtivas e intelectuais, e ao estímulo ao desenvolvimento de novas habilidades, rotinas e hábitos, oferecem maior segurança emocional o que, gradativamente, desfará os efeitos nocivos do que se passou.

Elimar Jacob Salzer Rodrigues
Psiquiatra, Professora-Mestre UFJF

 

 

 


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